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* SINOPSE OFICIAL / CARNAVAL 2009 *

PROPOSTA DE CARNAVAL :

A Associação Recreativa Cultural ESCOLA DE SAMBA "EMBAIXADA DO MORRO" vem, através de seu tema-enredo para o Carnaval 2009,
assim intitulado :

" DA ANTIGÜIDADE À MODERNIDADE ... EIS O PAPEL
TRANSFORMANDO A HUMANIDADE ! " ,

contar a trajetória histórica desta que é uma das maiores invenções do homem em todos os tempos : O PAPEL. Estaremos difundindo, em âmbito global, as origens, processos de fabricação, utilizações e a importância fundamental do papel na evolução cultural da humanidade.

Também enfocaremos a eficiente e dinâmica aplicação dos conceitos de responsabilidade sócio-ambiental praticados pelas indústrias papeleiras do Vale do Paraíba, exemplos no fomento ao desenvolvimento sustentável.

DESENVOLVIMENTO :

Desde os tempos mais remotos e com a finalidade de representar objetos inanimados ou em movimento, o homem vem desenhando nas superfícies dos mais diferentes materiais.

Nesta atividade, tão intimamente ligada ao raciocínio, utilizou, inicialmente, as superfícies que a natureza oferecia praticamente prontas para seu uso, tais como: paredes rochosas, pedras, ossos, folhas de certas plantas, dentre outros.

Acompanhando o desenvolvimento da inteligência humana, as representações gráficas foram se tornando cada vez mais complexas, passando, desse modo, a significar idéias.

Este desenvolvimento fez permitir, também, um crescente domínio das circunstâncias, através de utensílios por ele criados, levando o homem a construir suportes mais adequados para as representações gráficas.

Com esta finalidade, a história registra o uso de tabletes de barro cozido, pergaminhos (pele animal), papiros, tecidos de fibras diversas e, finalmente, o papel.

Presume-se que o papel seja uma invenção chinesa, datada do Ano 105 da Era Cristã (Início do Século II), por Ts'ai Lun, funcionário de alto escalão da Corte do Imperador Chien-Ch'u, pertencente à Dinastia Han.

A técnica inicial consistia em preparar um ensopado (polpa) da folha e caule de papiro (herbácea triangular), juntamente com cascas de árvores. A composição era batida até a formação de uma pasta de fibra vegetal, que era depositada em peneiras de bambu para o processo de secagem.

O aperfeiçoamento desta técnica foi realizado pelos árabes, notadamente através dos egípcios, com a captura de artesãos chineses durante as invasões impulsionadas pelas Grandes
Navegações. O segredo estava desvendado.

O método de fabricação teve uma alternativa paralela, seguindo o processo de maceração, porém com restos de redes de pesca e trapos. A vantagem era de que as fibras vegetais ficavam mais finas após o batimento, resultando em uma espécie de tecido rudimentar,
ou seja, um produto de melhor qualidade.

Este "papel artesanal" desenvolvido pelos egípcios foi o grande difusor da escrita, através dos sumérios; e, posteriormente, pela criação do alfabeto. Com o papel, a escrita passou de simples instrumento de registros contábeis das produções agrícolas, para os primeiros
modelos documentados de organização social e administrativa
de que se têm conhecimento.

Também data desta época, a criação de um sistema de sinais numéricos, utilizado para o levantamento das estruturas das obras, através de cálculos geométricos.

Cruzando os mares com a expansão muçulmana, as técnicas de fabricação chegaram à África, onde o papel atingiu a sua fase inicial em manufatura e comercialização, com produção em série do material, vendido para outras regiões pelos árabes. Além disso, iniciou-se
o processo de colagem uniforme das camadas de fibras com amido, derivado do trigo. Surgia a folha, padronizada em dimensões e formas.

Chegando ao Ocidente pela Península Ibérica, mais precisamente através da Espanha, juntamente com as caravanas que traziam a seda do Oriente aos mouros, o papel percorreu toda a Europa.

Lá, desenvolveu-se o primeiro moinho, pelo francês Nicolas Louis Robert, que utilizou a força dos ventos para a implementação de um maquinário, visando à maceração em larga escala, denominado "martelo de pedras". Em seguida, também foram construídos
moinhos hidráulicos, utilizando-se da força dos rios.

Ainda na Europa, com o advento da Revolução Industrial e a crescente evolução tecnológica dos processos fabris, surge a imprensa, através do alemão Gutemberg. Com a grande produção do material, os jornais, livros, revistas e demais publicações tornaram-se acessíveis ao grande público. O papel consolidava-se como importante instrumento para o fomento ao conhecimento e à difusão de cultura. Criava-se também, o "cobiçado" papel-moeda (dinheiro),
utilizado em todos os continentes.

No Brasil, o primeiro contato com o papel foi a Carta de Pero Vaz de Caminha, logo no descobrimento, informando à Coroa Portuguesa sobre o clima tropical, indígenas e todas as riquezas naturais encontradas na então "Terra de Vera Cruz". As pioneiras fábricas nacionais foram impulsionadas pelo investimento dos latifundiários cafeeiros do Vale do Paraíba, que levaram para o Rio de Janeiro, as máquinas e mão-de-obra para a referida atividade.

Com a introdução e aperfeiçoamento de técnicas químicas relacionadas à celulose, o papel atingiu seu maior nível de qualidade, principalmente quanto ao refino, propiciando variedade de tipos (usos no dia-a-dia), texturas e colorações. Nesse sentido, enfocaremos a preocupação
das indústrias de papel com o meio-ambiente, através de conscientização e aplicação prática dos conceitos de reciclagem, coleta seletiva e reflorestamento.

Também é necessário salientar, a milenar arte com papel, ressaltando-se as técnicas artesanais vindas da Antigüidade: "origami" (orikami;
do japonês: ori = dobrar e kami = papel) e "papel marché" (papiér marché; do francês: papel picado e esmagado). Na atualidade, técnicas americanas: "quilling" (tiras de papel enroladas, dobradas e coladas, formando as mais diversas formas, em relevo) e "scrapbooking" (decoração de álbuns de fotografias, também visando à conservação do papel e o envelhecimento precoce das fotos).

Ainda seguindo esse aspecto, não podemos deixar de citar o papel como uma verdadeira "caixinha de surpresas", adentrando no
universo infantil: barquinhos, chapéus, animais, papéis de carta, baralhos, confetes e serpentinas nas matinês de Carnaval; enfim,
uma viagem, um sonho com as mais diversas formas e cores.

E, para fechar com "chave de ouro" esta autêntica aula em forma de apresentação carnavalesca, faremos um oportuno trocadilho e ressaltaremos o "papel" da Escola de Samba na comunidade,
principalmente no que se refere às áreas social, cultural,
artística e econômica.

" Embora o homem tenha alcançado enormes índices de desenvolvimento científico e tecnológico, ainda não conseguiu
(e dificilmente conseguirá), um substituto que desempenhe
tantos papéis, quanto o papel. Transformando e resistindo
ao tempo, o papel certamente se tornará imortal. "

BILL GATES ( EMPRESÁRIO AMERICANO )

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TÓPICOS RELEVANTES DO ENREDO :

a-) A invenção e a difusão do papel em todo o mundo

b-) A chegada do papel ao Brasil e o desenvolvimento
das indústrias papeleiras ( Vale do Paraíba )

c-) O papel e o meio-ambiente
( Reciclagem / Coleta Seletiva / Reflorestamento )

d-) A arte com o papel e o "papel"
da Escola de Samba na comunidade

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COMISSÃO DE CARNAVAL :

TIAGO DOMINGOS - MATEUS DOMINGOS

SÁVIO REIS - JOSÉ CLÁUDIO

CLAUDEMIR TENÓRIO


 

 


 


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28/08/2008 - renredo Tamandaré 2009
A Diretoria Executiva da “GRECES Unidos da Tamandaré" e seu carnavalesco vem, através desse comunicado, apresentar oficialmente o seu tema-enredo para o Carnaval 2009, assim intitulado : Uma Historia Afro -Brasileira: Na busca incessante pela liberdade e igualdade, Pedimos licença aos Orixás para contar e perguntar. A Tamandaré vai: Contar. Com dor de cativeiro, Perguntar. Sem nenhuma ordem, cronológica ou histórica, com pessoas, não raças unidos em uma festa azul e branca, para, contar e perguntar. Realidade ou fantasia? Uma historia afro-brasileira. E com a liberdade que a magia do carnaval traz para contar e perguntar. Toquem os tambores para chamar os Orixás. É com a força e a fé neles que vamos contar e perguntar, mascarando a dor, pedimos licença saudamos, Agô-iê, Agô- iê- Ago Orixás. Severino PRESIDENTE DE CARNAVAL Johnny Teodoro CARNAVALESCO Tel:12 3122 2687 Cel:12 9178 6056
06/04/2008 - Duran
Ola amigo ,primeiramente quero te parabelizar por tão belo trabalho...mas fiquei pasmo com seu enredo para carnaval 2008,pois sou da gaviões de pindamonhangaba e para 2009 nosso enredo tbm vem falando do papel,desde seu surgimento ate hoje na atualidade...Que coisa ja estamos ate com 3 samba enredo pronto...um grande abraço e muita sorte...



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