IMPÉRIO DO SAMBA
Fundado em Julho de 1995
Batatais/SP

SINOPSE PARA O CARNAVAL 2008
"Todo sopro que apaga uma chama, reacende o que for pra ficar na arte da expressão, o sonho se torna realidade em alguns momentos encantados, assim é o Teatro - um momento divino onde plebeus se tornam reis e a nobreza pode se tornar servos comunais".
O teatro, propriamente dito surgiu na Grécia Antiga, no século V a.C., em razão das manifestações em homenagem ao deus do vinho – Dionísio, pois em casa safra de uva era realizada uma festa em agradecimento ao deus. Depois destas manifestações e conservando os mesmos princípios religiosos, surgiu o gênero teatral mais importante em Atenas – a Tragédia, em seguida outro gênero de caráter profano, realista e também satírico – a Comédia.
Em Roma, na antiguidade, o teatro passou a ser disseminado também através de manifestações populares através das Pantomimas, o teatro de mímica. No período Medieval, século IV e V, as práticas teatrais foram reprimidas, só podiam representar os princípios da Igreja, onde eram encenados trechos da história sagrada através dos mistérios e milagres medievais, surge nesse período os Saltimbancos – grupos teatrais que animavam os burgos e vilarejos.
O teatro, a literatura e a História, "andando" lado a lado para tentar ilustrar os pensamentos, os sentimentos e as ações do homem universal.
Chegamos ao Renascimento, o período iluminado onde às idéias afloram de maneira bastante marcante, chegamos na Inglaterra no século XV com um drama de muito sucesso escrito por Willian Shakespeare no século XV - Romeu e Julieta, que depois foi adaptado para o cinema e também musicado por Tchaikowsky e a obra “Sonho de uma noite de verão”.
Embarcamos para a França, no século XVI onde também surgiu um musical de grande sucesso que foi apresentado em mais de 24 países, a peça teatral – O Fantasma da ópera, inspirado no romance de Gaston Leroux. Vamos visitar a Alemanha no século XVII, tentando retratar as famosas óperas de Wagner, gênero teatral freqüentado pelas elites do velho mundo.
Estamos na nossa querida Itália, no século XVII onde surge a Comédia Dell’Arte que muito contribuiu na construção do teatro moderno baseado na improvisação e no uso de máscaras com personagens, tais como, o Pantaleão, o Polichinelo e o Briguella.
Assim o teatro se espalhou pelo mundo inteiro. Os edifícios para as apresentações ficaram mais estáveis, com estruturas grandiosas e aparatos cênicos bastante luxuosos. Surge o Teatro de Máscaras, que desde a antiguidade até os dias de hoje, os atores usam máscaras em suas apresentações.
"A arte vinga a vida e no teatro da criação artística o homem se torna Deus". O prazer artístico está a serviço da cultura; e aprender não significa um conhecimento agradável, mas sim enfiarmos o nariz num objeto de conhecimento. Nada do que fazemos representa um esforço de alegria, e para justificarmos os nossos atos não invocamos o prazer que tivemos, mas, sim o suor que no custa para reproduzir a arte.
Faremos uma viagem para a Rússia no século XVIII, onde outra manifestação artística surge nos teatros – o Ballet Bolshoy, apresentado em vários países inclusive o Brasil.
Chegamos no nosso querido Brasil, onde as primeiras manifestações teatrais partiram de José de Anchieta, no processo de catequização dos índios. No século XIX surge no Brasil o Teatro de Fantoches que tem sua origem na antiguidade e na cultura popular nordestina, com um tipo particular de Fantoche – o Mamulengo.
Finalizando nossa viagem teatral, apresentaremos o famoso Teatro de Revista, de inspiração francesa que teve seu início em 1859 no Rio de Janeiro, com as peças de Walter Pinto. Havia lindas vedetes, muito luxo, cenários e figurinos suntuosos, mas depois começa a apelar para o escracho, para o nu explícito e que a partir de 1960 começou a entrar em decadência, porém refletiu nossa forma atual de divertimento, com música, dança, o carnaval e a folia de momo.
"No Palco da Vida, meu Império abre as cortinas desse show! A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios, por isso, viva intensamente antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos"
PAULO CéSAR GARBELINE
Presidente
SEBASTIãO DE PAULA GARCIA
Autor do Enredo
CLAYTON JANONI
Carnavalesco
Batatais, 29 de Outubro de 2007
