Algumas obsevações sobre o Carnaval de Guaratinguetá
Durante estes anos que estive como comentarista de carnaval em emissoras locais sempre defendi a tese de que o poder público investisse no evento, porque entendo que, antes de ser um gasto, é um investimento; Um investimento no lazer da população, afinal, calcula-se que a cada noite, estejam na Avenida cerca de 40 mil pessoas – quase 40% da população – como também é investir na economia da cidade, não só com a oportunidade durante as noites do evento, mas com o giro que acontece durante os ensaios das Escolas de Samba. Sem contar com o trabalho temporário para costureiras, desenhistas, artesãos, marceneiros, serralheiros e outros artistas.
A grosso modo pode-se calcular que quando não há carnaval na Avenida, alias, algo raro, cerca de 10 mil pessoas saiam da cidade levando os recursos para o Litoral, em sua maioria, sem contar com aqueles que resolvem passear em lugares menos badalados. Enfim, o carnaval combina com lazer, qualidade de vida e economia.
Da mesma forma questiono os argumentos dos opositores sobre o possível “desvio” de recursos da saúde, educação e obras, pois uma coisa nada tem a ver com a outra. São recursos distintos, eles sabem disso.
O Prefeito alardeia que gasta R$ 1 milhão e 300 mil no evento, gastos comprovados por mim, muito embora possamos cobrar a prestação de contas que nunca é feita. Não há aqui nenhuma dúvida quanto à lisura das operações, mas, transparência das coisas públicas, é bom e tudo mundo gosta. Aí se poderiam discutir alguns gastos dispensáveis. Também se poderia discutir o gasto com a Banda Mole – nada contra – pois é investido quase o que se investe numa Escola de Samba filiada à OESG. Convenhamos, um contra senso.
Outro item a ser discutido é o tal 2º Grupo que, de verdade, não é, já que não faz parte da mesma organização e nem há identificação. Um desfile que não tem levado a nada, são Escolas que apresentam, quase sempre. um desfile precário, quando não muito abaixo dos recursos dados pela Prefeitura, e não podemos esquecer que não atraem nenhuma simpatia da população tanto que só é possível levar espectadores à base de promoção social.
Não se prega a extinção de tal “desfile” mas uma reforma na sua estrutura, como é preciso uma fiscalização mais rígida no uso do dinheiro público.
Para encerrar, na prestação de contas a Prefeitura poderia aproveitar para mostrar a arrecadação com os bailes das Rainhas, com vendas de ingressos e com o aluguel dos pontos para os ambulantes. Não há desconfiança, apenas necessidade de transparência.
Jorge Nicoli - Carnavalesco, comentarista, observador remitente e corinthiano
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14/07/2008 - Vitor Cunha
Então minha gente de guará esta esperando o que para transformar o desfile das escolas em atração única, colocam-se dois grupos (Especial e Acesso) como no rio e em São Paulo uma desce e uma sobe.
29/06/2008 - Algumas observações sobre o Carnaval de Guaratinguetá
Meu grande amigo NICOLI, parabéns pelo texto sómente uma mente brilhante como a sua e um dos poucos que ainda posso confiar, no meio carnavalesco teria, a observação, bom senso e a credibilidade para tal comentário, são essas coisas que estão a tempos atrapalhando o desenvolvimento do nosso carnaval, conte sempre com esse seu amigo cego (para eles), você enche de orgulho todos nós do meio artistico e cultural da região, abraços meu e da Zilda.

