Vitrine do samba

Embaixada do Morro – História


Publicado em 1 dez 2013

EMBAIXADA DO MORRO 2014

embaixada_gde

FICHA TÉCNICA

Data de Fundação: : 01 de janeiro de 1944
Cores: Vermelho e Branco
Quadra Social: Rua Alfredo Antunes, 105 – Alto das Almas

DIRETORIA

Presidente de Honra: Genilton Nunes M. Cesar
Presidente: Luis Carlos da Silva (Bolinho)
Vice-Pres. Administrativo: Distéfano Bastos
Vice-Pres. Financeiro: João Roberto S. Gonçalves
Vice-Pres. Carnaval: Antônio Carlos Vieira dos Santos (Tilica do Pel)
1º Secretária: Juliana
2º Secretário: José Prado Pereira Junior
Pres. do Conselho: Claudemir R. Tenório (Mi)

ENREDO

“PELOS PODERES DO SAMBA”
Departamento de Carnaval e Enredo: Tilica do Pel, Sérgio Preto, Profª. Gogoia, Profº. Juninho, Profº. Oliveira, Juliana e Pingo

SAMBA DE ENREDO

Coordenação Musical: Dunga do Cavaco e Tilica do Pel e Vicente RJ
Compositores: Guilherme do Tilica, Serginho da Marsivan, Cahê do Cavaco, Francarlo, Ero, Dudu Henrique, Julio Beija Flor, Ernesto de Castro e Vera do Sebá
Intérprete: Wantuir e Denis Correa

Letra

Pelos poderes do samba
Eu tenho a força
Xangô é a minha fonte de energia
Fico mais forte neste dia de folia
Eu sou a voz do morro que ecoou
Romper limite é o meu destino
Por ser o samba eu sou Sinhô
O chefe da folia mandou avisar
Que o Cacique de Ramos
É celeiro de bamba
Viajei com a Vai Vai
Até na Rússia fui sambar

Sou da cor do azeviche da jabuticaba
Da mulata assanhada
Orgulho desta gente!

Mas…
Se alguém me tira em desafio
Logo, meto o dedo na ferida
Na vida sou mensageiro da emoção
Sou Lupicínio na canção
E posso até fazer chorar
Sou Clara mineira, guerreira que clareia
E a Cinderela negra
Que ao príncipe encantou
Abri as asas da liberdade
Dos enredos que impuseram a mim
Já subi a linha do horizonte
Vim da senzala pra favela, hoje sou rei

Parabéns vim desejar felicidade
Um brinde em homenagem aos imortais
Quando a Embaixada do Morro passar

______________________________________________________________________

HISTÓRIA DA EMBAIXADA DO MORRO

Fonte: antigo site da OESG (fora do ar)

 embaixada_gde

Apesar das notícias diárias dos acontecimentos da “Segunda Guerra Mundial” que se desenrolava na Europa, Norte-Africano e Oceano Pacífico, a cidade de Guaratinguetá vivia um período de tranqüilidade e de muitos festejos. As comemorações típicas, com suas datas rigorosamente marcadas, transcorriam-se normalmente, inclusive no bairro da Pedreira, e um exemplo desse fato era a tradicional Dança do Jongo, uma das inúmeras atrações da Festa de Santa Cruz da Madalena.

Ainda na mesma época, impreterivelmente nos fins de semana, o samba amanhecia “quente” no popular Bar do Totó Miranda, na Pedreira, e terminava no Alto de São João, o ponto mais alto do Morro. Durante os dias de carnaval, diversas agremiações carnavalescas dirigiam-se ao centro da cidade para divertir o público, tocando e cantando as suas marchinhas. Dentre os Blocos e Cordões, destacavam-se: Os Tangarás, Flor de Abacate, Vai Quebrar, Tesouras, Flor da Avenida, Alecrim de Bronze e outros.

Quase todos os bairros, portanto, tinham os seus representantes nos festejos de Momo. Faltava a Pedreira e o Alto das Almas. Assim, um grupo de moradores, num momento de inspiração, decidiu pela criação de uma agremiação que fosse a legítima representante do samba na comunidade. Criaram, então, o Bloco Carnavalesco Embaixada do Morro, ou seja, a residência dos mais altos representantes do samba no Morro, os imponentes “Embaixadores”. Em função da Guerra, a palavra Embaixada era utilizada com freqüência nos noticiários de rádio e jornal.

Os fundadores foram José de Oliveira Osório (Zezinho Terra-Boa), José Vieira dos Santos (Pel), José Galvão (Pinduca), Eduardo Leite (Dadá), João Filinto e Paulo dos Santos (Dorly). Criaram profundas raízes no Morro e, logo no ano seguinte, a Embaixada do Morro já fazia seu primeiro desfile.

No início dos anos 50, a Prefeitura ofereceu ao bloco carnavalesco um terreno para a sua sede própria. Após a construção, em função de decisões políticas, o prédio passou para os domínios do Pedreira Futebol Clube. Porém, os ensaios e os bailes da agremiação continuavam sendo realizados na “Sedinha” do referido time. O futebol e o samba continuaram unidos, dando muitos títulos aos bairros.

A Embaixada do Morro firmava-se, ano a ano, como um dos blocos mais fortes de Guará. Ao som das marchinhas de sucesso, a entidade desfilava todos os anos com temas e fantasias marcantes, como: Toureiros, Mexicanos, Ciganos, “Bat-Masterson”, Marinheiros, etc. Os anos 60 foram decisivos para a história da escola, pois foi uma década marcada por profundas e radicais mudanças. Antigas agremiações carnavalescas haviam desaparecido, dando lugar a outros concorrentes maiores e mais fortes, como “Alegria e Nada Mais” e “Bonecos Cobiçados”.

A Embaixada do Morro também crescia em adeptos e criatividade. Começaram a aparecer os primeiros carros alegóricos, a ter participação de crianças e mulheres; até então, discriminados por desfilarem em entidades carnavalescas.

Em 1965, a agremiação passou de Bloco Carnavalesco a Escola de Samba, com samba próprio, e iniciava-se a exclusão dos instrumentos de sopro da bateria. Em 1969, ao completar 25 anos de existência, o G.R.C.E.S. EMBAIXADA DO MORRO desfilava nas ruas centrais, com toda estrutura de uma Escola de Samba, com o enredo: “Visconde de Guaratinguetá”, assumindo o “Vermelho e Branco” como suas cores oficiais.

Até então, não havia concurso oficial. A premiação era feita por voto popular e por simpatizantes. A partir de 1970, os desfiles foram transferidos para a Avenida Presidente Vargas, tendo início o Concurso Oficial das Escolas Samba, promovido pela Prefeitura Municipal. E, por quatro consecutivos anos, a Embaixada do Morro sagrou-se Campeã dos Carnavais, obtendo, então, o titulo único e até hoje inédito, de Tetra-Campeã. Os contatos com entidades carnavalescas do Rio de Janeiro se intensificaram e, pela semelhança das cores, sofreu marcante influência da Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro.

Os anos seguintes foram marcados pelo surgimento de novas agremiações carnavalescas. As disputas se intensificaram, contribuindo para a melhoria da qualidade das escolas de samba. O nome de Guaratinguetá e o seu Carnaval começaram a ser divulgados nos diversos calendários turísticos como visita obrigatória.

A construção de sua Quadra de Ensaios, em 1978, em ponto estratégico do Morro, teve papel fundamental para o bairro como efetivo ponto de encontro dos moradores. Enfim, bairro e moradores com identidade única: “Grêmio Recreativo Cultural Escola de Samba Embaixada do Morro”.

Em 1981, depois de cinco anos sem títulos, a Embaixada do Morro realizou aquele que é considerado um de seus maiores desfiles: “O Ano da Emília”, como ficou conhecido, trazendo um enredo de Monteiro Lobato e a certeza do título de campeã. Outras conquistas vieram somar ao invejável cartel de 13 títulos e 14 vice-campeonatos, mostrando que a escola cresceu com o Carnaval de Guaratinguetá.

Pela tradição do puro samba, “Embaixada do Morro” tem o maior número de torcedores e simpatizantes de Guaratinguetá. A Ala das Baianas, que sempre contou com as presenças de “Nê” e “Nhá”, integrantes da data da fundação da escola, constitui um atrativo especial nos desfiles da agremiação; assim como a Ala das Crianças, contribuindo na formação dos carnavalescos do futuro.

O emblema da agremiação é a coroa real, dourada, rodeada por ramos de café e decorada por quatro estrelas (Tetra-Campeã). É a única agremiação que participou de todos os carnavais oficiais, contribuindo, inclusive, para a fundação de outras entidades em Guaratinguetá e cidades vizinhas.

Uma resposta para “Embaixada do Morro – História”

  1. Gifoni disse:

    Boa tarde!

    Solicito informações a respeito de fotos antigas da Escola de Samba Embaixada do Morro, na década de 1960 e 1961, ao qual minha mãe “Leluia”, desfilou como destaque em um carro alegórico com uma fantasia de borboleta, gostaria muito de rever esta foto, pois em uma exposição realizada na sede da Escola, tive a oportunidade de presenciar o envento por foto, mas naquela época não havia celulares para registro rápido dos eventos, sei que o expositor era o Sr. Faé, e que sua esposa era a Dona Luzia, ambos moradores da Pedreira. Agradeço muito a atenção.

    Renilton Gifoni.’.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Todos os direitos reservados à Conquista Marketing e Propaganda - 2005 à 2011.