Vitrine do samba

Escola de Samba: A necessidade de se profissionalizar para não “Sambar”


Publicado em 17 jan 2012

A NECESSIDADE DE SE PROFISSIONALIZAR

Vou reproduzir aqui um artigo que escrevi para a AESCRJ.  Parece uma coisa absurda por se tratar de Rio de Janeiro e eu, direcionar de uma forma generalizada. Entretanto, o modelo se aplica a todas as Agremiações. Independente de onde estejam localizadas. A realidade da escola de samba mudou. Está na hora de se profissionalizar.

          “Já venho, tem um bom tempo, afirmando que a escola de samba deve ser vista com olhos empresariais.

          Inúmeros estudiosos da área de administração comparam a estrutura de uma escola de samba com a estrutura organizacional de uma empresa. E, isso, já é fato. 

          Com as decisões tomadas pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro já para o Carnaval de 2011 no quantitativo de escolas que descem e que sobem, não dá mais para adiar a implantação de um modelo empresarial dentro das agremiações.

           Hoje, temos filiadas a LIESA, LESGA e AESCRJ um total de setenta e seis agremiações divididas em seis grupos. Desse total, haverá uma redução para sessenta e duas agremiações até 2014. Sendo assim, 14 agremiações deixaram de fazer parte desses grupos.

           Agora, mais do que nunca, será preciso trabalhar dentro dos moldes de uma administração empresarial. Dificilmente uma agremiação que não estiver enquadrada nos padrões de uma moderna gestão, conseguirá competir com aquelas que investirem no profissionalismo. Nesse momento é importantíssimo que os presidentes saibam escolher as pessoas que ocuparão cargos vitais para o desenvolvimento do trabalho ao longo do ano. É preciso colocar em mente que o trabalho de uma empresa não pára e que o trabalho de uma escola de samba também não pode ser diferente. Um carnaval profissional começa a ser preparado já na quarta-feira de cinzas. Carnaval se desenvolve durante um ano inteiro.

           Sei que muitos dirão que é difícil devido à falta de recursos financeiros, uma vez que as subvenções saem muito tarde. Entretanto, não se pode esquecer que o espaço quadra, quando bem administrado, pode funcionar como uma fonte geradora de recursos e, há ainda a possibilidade de parcerias para a captação de recursos. Um bom gestor não pode ficar de braços cruzados esperando somente pelas verbas públicas para poder dar início ao trabalho.

           Daqui para 2014 o diferencial estará na forma de administrar. Não mais haverá lugar para uma centralização de poder onde o gestor não seja capaz de delegar poderes, sendo a forma mais indicada de gerir aquela fundamentada em um modelo organizacional empresarial voltado para o profissionalismo.” 

Regina Passaes – Professora de História, Bacharel em Administração de Empresas e Gestora em Carnaval

e-mail: reginabaiana@ig.com.br

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