Vitrine do samba

História do Carnaval de Uruguaiana


Publicado em 4 dez 2012

HISTÓRIA DO CARNAVAL DE URUGUAIANA

1ª EDIÇÃO– 11 janeiro 2006- DANIEL FANTI Vice Presidente de carnaval da LIESU

INTRODUÇÃO

“Garimpar” aspectos da história do carnaval de Uruguaiana é mostrar que esta festa popular tem suas raízes bem mais profundas do que se imagina. Começa pelo o Entrudo ou jogo do Entrudo, costume trazido pelos portugueses. Era comum, antes da quaresma, as famílias e amigos realizarem o Jogo do Entrudo que consistia em fazer brincadeiras jogando águas perfumadas uns aos outros, dentro de bolas de cera, chamados de limões-de-cera. Os escravos misturados com o povão, pelas ruas, faziam o similar, atirando farinha, água nos transeuntes, esfregando polvilho na cabeça dos negrinhos, tornando-se uma brincadeira tradicional, cujo costume originou os chamados carnavais d’água, os lança-perfumes, confetes e serpentinas. Essas brincadeiras como tempo tornaram-se  inconvenientes e incomodativas irritando aqueles que não aderiam ao costume, gerando desavenças e conflitos mais sérios. Então, em 1875 o Presidente da Câmara de Vereadores, Cel. Augusto Cesar de Araújo Bastos, de acordo com o Código de Posturas por Edital, proíbe o Jogo do Entrudo, estabelecendo multas aos infratores e açoites aos escravos. Grupos de jovens de famílias ricas organizavam as famosas sociedades bailantes e  em época de carnaval os bailes de “Masqué “( bailes de máscaras), abrilhantados por orquestras, usando as famosas bisnagas com água perfumadas, confetes e serpentinas, tendo como local suas amplas residências, estendendo-se aos pátios ajardinados. Não existindo clubes sociais, as sociedades bailantes faziam suas festas, alugando o Teatro Carlos Gomes e ou a sede da Societá Italiana di Mutuo Socorro Unione e Beneficensa. Nas ruas, poucos fantasiados populares apareciam importunando os transeuntes dizendo: Você me conhece ? Alguns eram recolhidos pela polícia por suas inconveniências. Num passado não muito remoto houve grandes carnavais proporcionais ao tempo e a população da cidade. Pelas pesquisas, realizadas, que agora se traz a lume, verifica-se que em Uruguaiana a festa momesca iniciou-se numa ordem inversa descendente, isto é, da elite ao povão, através dos tradicionais clubes sociais, primeiramente o Clube Comercial formado e freqüentado pelos industriálistas  e pecuaristas, logo a seguir   fundava-se o Clube Caixeiral que abrangia a classe de comerciantes e comerciários, podemos assim dizer, que essas entidades tornaram-se os alicerces do embasamento dos sonhos e alegrias das festas momescas. Um pouco mais tarde, após a libertação do escravos, a população negra tomou seus próprios rumos e foram se organizando em sociedade nas primeiras décadas do Século XX, fundando suas associações de classe e entidades carnavalescas que marcariam épocas. Apareceu  a Sociedade Recreativa Laço do Amor e a S.B.U Filhos do Trabalho e a sociedade Carnavalesca Cordão de Ouro e o bloco Pierrot. Entre a elite e as sociedades negras, restava o resto da população numa quantia bem maior, que a seguir, agregados por associação de classes surgiram também os clubes de desportos como o Tênis Clube Rio Branco e o Uruguaiana Praia Club, clubes estes de classe elitizada. Em meados do Século XX, surgiram diversos clubes de classe média, como o  Grêmio Recreativo Tiradentes, Grêmio Cabo Luiz Quevedo, SBU dos Motoristas, Associação dos Varejistas e Clube Juventude citando os mais antigos. Dentre a maioria dessas entidades no reinado de Momo surgiram os blocos carnavalescos de salão mas, que em determinados carnavais de  épocas faziam seus “assaltos” à residências previamente combinado com o dono, sendo obsequiados com frios, doces e bebidas fazendo ali, uma festa de carnaval e  outros blocos saiam às ruas antes da entrada no clube. Em determinadas zonas da cidade surgia certos blocos que se formavam aleatoriamente de grupos familiares e amigos. Na década de 1950, é que foram recém criadas as Escolas de Samba, as primeiras como Os Filhos do Mar, Os Rouxinóis e os Manda-Chuva da Folia. Mais tarde, a Cova da Onça, Unidos do Uirapuru, Ilha do Marduque, Acadêmicos do Samba e Deu Chucha na Zebra.

CURIOSIDADES ESPARSAS

1934- A Srta. Lizete  Veloso, rainha do Bloco Alegria era conduzida num coche de gala, puxado por cavalos e escoltada por nove “garçons d’honeurs” formando assim a corte. Entravam esplendidamente para a festa de coroação no Clube Comercial.

1932- Os jogos d’água se realizavam na 2ª e 3ª feira de carnaval, denominados de entrudo, formado por automóveis, caminhões e bandos de pessoas procurando molhar os transeuntes desprevenidos.

1932- Srta. Izar Vilella, rainha do Clube Comercial com sua comitiva visitava os bailes carnavalescos no clube Caixeiral e demais sedes de entidades carnavalescas. Felipe Papaleo era o presidente do Bloco Democratas do Caixeiral.

1932- A Srta. Sarita Guterres era a rainha do bloco Cordão de Ouro que à principio tinha sua sede no Centro Social de Beneficência.

1931- Nos dias de carnaval o corso  se realizava na então, rua Duque de Caxias. Era o ponto alto dos folguedos de Momo, nessa festa tipicamente popular a alegria se propagava com as guerras de confetes, serpentinas e lança~perfumes.

1931- O Maestro Servan fazia a melodia das marchinhas de carnaval para o bloco Xadrez com letra do jovem Hermelindo Cavalheiro.

1937- Na rua Ceará (hoje Tiradentes ) no lugar denominado Cova da Onça, um soldado enfurecido do 8º R. C. I,  tentando não ser molhado, alveja com tiros a jovem Jurema da Rosa, que junto com outras moças participavam dos jogos d’água. O soldado foi preso e indiciado por tentativa de homicídio.

1978- O Jornal Ilustrado critica Os Rouxinóis dizendo: “ que deliberadamente, provocou talvez, o único grave senão de seu desfile, com a inclusão de dois travestis, lamentável…”

1978- o historiador Raul Pont, convidado pela COMCECAR, julga o quesito enredo no carnaval de rua.

1938- A Prefeitura Municipal regula o tradicional Jogo d’água, somente das 14 h às 18 h.

1987- É escolhido por voto o Rei Momo, o Zecão, gerando certo descontentamento, por ser ele “de cor”, embora fosse o mais animado e popular concorrente.

1987-A Censura advertia às entidades carnavalescos no Carnaval de rua, referindo-se a nudez das moças no desfile, que não se responsabilizaria por elas na  dispersão da Avenida.

1931- Funda-se o Cordão Carnavalesco Estrela do Sul, tendo na sua diretoria o Sr. Luiz Mutti e o presidente Sr. Domingos Lucques.

1931- Na S. B. U. Caixeiral, durante o baile carnavalesco executado pela orquestra, dançava-se a “Polonaise “ dança dos antigos saraus da nobreza, em que os pares  cheios de mesuras, seguravam-se apenas pelas mãos, com  direito ao som de piano e violino.

1931- É fundada a Associação  Burlesca B. C. Gaúcho, tendo como presidente o Sr. Francisco X. de Vargas Filho.

1956- A Escola de Samba Os Manda-Chuva da Folia, recebe da rádio Charrua um troféu, por ter saído de suas fileiras a 1ª Rainha do Carnaval Popular, a Srta. Nilza Medeiros, por um concurso realizado entre entidades carnavalescas. Considera-se como a 1ª rainha do Carnaval de rua de Uruguaiana.

1956- A Comissão Oficial de Carnaval, nomeada pelo Prefeito Municipal encontrava-se com sérias dificuldades de conseguir um Rei Momo, ninguém aceitava o convite.

1983- Yolanda Salgueiro e Neri Lima, foram respectivamente os grandiosos Porta-Bandeira e Mestre-Sala da tradicional Cova da Onça.

1983- Os Rouxinóis abalam à torcida verde e branco, e ao público, ao entrar na Avenida, a direção anuncia que não iriam concorrer para não submeterem ao julgamento dos jurados. Deram de bandeja o campeonato para a rival Cova da Onça.

1980- Em vista das principais escolas de samba, Os Rouxinóis e Cova da Onça não participarem do carnaval, cria uma rivalidade sem tamanho entre as subsequentes Chucha na Zebra e Ilha do Marduque. Havia segredo em tudo, comenta a imprensa. A preto-branco exigia identificação das pessoas para assistirem aos ensaios e não mostrava os protótipos das fantasias aos desconhecidos. A Ilha, por sua vez, escondia o número de integrantes e nem divulgava a letra de seu samba-enredo. Nos barracões a coisa era pior: havia vigilantes por toda a parte, em ambas as escolas. Mesmo assim a espionagem funcionava.

1981-É escolhido o rei Momo, Carlos Ramos, com 29 anos e 130 quilos.

1937- O Deus Momo ( como denominavam) chegava por via fluvial e era recepcionado no Porto de Uruguaiana. Logo a seguir os foliões e populares seguiam em préstito o Momo, até o clube Comercial.

Nas décadas de 1920 a 1930, os blocos carnavalescos denominavam suas sedes concentração de “caverna” ou de “castelo “ referências da mitologia. Os bailes carnavalescos tinham como ponto alto a dança da “Polonaise” que era conduzida por um marcador, As marchinhas os carnavalescos denominavam de “marcha de guerra.”

2ª EDIÇÃO- 22 janeiro 2006- DANIEL FANTI Diretor de Carnaval da LIESU

CURIOSIDADES ESPARSAS

1945- Paulino Matias e Perceu Baptista, músicos pensavam em organizar uma autêntica Escola de Samba, à molde do Rio de Janeiro. Até então, essa modalidade carnavalesca não se conhecia em Uruguaiana, existindo somente blocos.

1945- Srta. Ermegarda Marques, Rainha do Clube Caixeiral e o Presidente Walter Praetezel, preparavam-se para organizar o tão esperado Baile de Carnaval.

1945- A diretoria do Clube Comercial organizava Baile Carnavalesco de Gala com direito a Smoking e Summer, colarinho duro e outros acessórios. Comentava o jornal A Nação que esse baile não parecia muito carnavalesco.

1945- no regulamento do Jogo d’água estabelecia o horário das 13:30 às 17:30 nos dias de carnaval. Proibia:

-Que não molhassem as cozinheiras e nem os fantasiados.

-Que água suja não devia ser utilizada.

-Que devia haver respeito, princípios de decoro e cavalheirismo.

1947- Fazia sucesso na rádio Charrua a marchinha carnavalesca “O Pirata da Perna de Pau”

1951- o 1º grito de Carnaval nos salões da Agrícola Pastorial, recebia sua Majestade o Rei Momo. O serviço de bar estava a cargo Sr. Atilano Nogueira. A imprensa comentava “a encantadora festividade burlesca’.

1934- O rei Momo chegava via barco no Porto de Uruguaiana e dizia a imprensa: “O Deus Momo vem das regiões do seu confrade Netuno.” A concentração dos foliões se fazia na Praça D.Pedro II, antiga praça do Porto. Após, a recepção de Momo, seguia um luzidio cortejo até ao centro da cidade. Sr. Félix Romano era o Momo.

1945- Anunciava-se a programação de Carnaval:

Dia 28 janeiro- formidável Corso e a tarde Jogo d’água;

Dia 3 Fevereiro- bailes burlescos no Comercial e Caixeiral;

Dia 4  idem    – Domingo- cortejo de serpentina e confétes, o calor será atenuado pelo o entrudo (Jogos d’água )

Dia 10-Fevereiro- Baile a fantasia nos dois clubes;

Dia 11- Folia plena- grande Corso e concurso de Camarotes Ornamentados. À tarde e a noite Entrudo.

Dia 13 Fevereiro- Terça-feira gorda- Corso e Entrudo.

Dia 17 Fevereiro- Baile a fantasia no Caixeiral.

Dia 18 Fevereiro- Enterro dos Ossos- Corso e Entrudo e Chuva (certamente se referia a jogos d’água.)

1980- Marta Pinheiro,nossa rainha do carnaval, foi eleita em Bagé, Rainha do Carnavaldo Rio Grande do Sul.

1984- Impasse do presidente da AESU, (Associação das Escolas de Samba de Uruguaiana), condena o O Jornal de Uruguaiana, por Ter divulgado na véspera do Carnaval a relação de jurados, com ressalva daqueles que ainda seriam convidados. Na ânsia de atacar o jornal, foi deselegante, ao citar o nome do Sr. Arthur Ramos, que como alguém não seria jurado. Curiosamente, no dia seguinte, foi o primeiro a fazer parte da lista dos jurados. Tornou-se difícil convencer os suplentes a compor a referida lista.

1997- Citava o O Jornal de Uruguaiana: O Carnaval de Paso de Los Libres está envolvido em discussões e denúncias: as rádios librênhas anunciavam que um grupo de torcedores de uma escola de samba havia tentado subornar um jurado brasileiro.

1997- “Os Intocáveis”, bloco de salão sem fantasias, apenas usando camisteas personalizadas, sagra-se em 1º lugar no Concurso estabelecido pelo Clube Comercial, tirando o 2º lugar o “Bacus” e  em 3º o bloco U.T.I., em 4º lugar os “Independentes. Os dois primeiros, chegavam a ter  uns 800 integrantes, aproximadamente.

1978- Em janeiro é instituída a COMCECAR para dirigir e organizar o carnaval, com seu escritório na rua Santana nº 2767. Na Coordenadoria Executiva tinha o arquiteto Dr. Moacyr Ramos Martins, o Pitico e o Coronel Léo Saraiva Neiva representava o Excutivo Municipal.

1980- Deu Chucha na Zebra é a grande campeã do Carnaval, tendo Maria de Fátima Moroso como excepcional sambista e Chiquinho com o destaque O Rei da Paz.

Esta Escola realizava seus ensaios frente a sede do Aliado Futebol Clube na rua Benjamin Constant.

1980- A Imprensa comenta  a inflacionalidade  do Carnaval, herança deixada pelos Os Rouxinóis e Cova da Onça, que não participaram daquele desfile.

1980- A Chucha reclama dos “olheiros” da Marduque, que vão todas as noites espionar seus ensaios. Introduziu naquele Carnaval as cores vermelho e azul em suas fantasias numa homenagem ao Aliado F. C.

1980- Marta Pinheiro Maffazoli, de 18, Rainha do Carnaval do RGS, é da Chucha na Zebra.

1980- João Mauro, presidente da Ilha do Marduque, critica Os Rouxinóis e Cova da Onça, pois “deram o passo maior que as pernas e agora não vão sair.”

Adverte também que não adianta a Chucha ensaiar no Imbaá, que eles não vão perder para a preto e branco.

1980- O samba-enredo da Ilha do Marduque, baseava-se numa poesia de Afonso Guimarães, Ismália, com letra e música de Nelson Ibarra, puxador do samba Sergio Matias de Abreu, o popular cantor “Palhaço’.

1980- Antonio Cândido Mendes de Souza, Assessor de Turismo e Desportos da PMU, ressalta que pretende dar prioridade absoluta para o Carnaval de Uruguaiana, que deve ser divulgado e promovido para atrair turistas à cidade.

1985- Jane Silva a “Pinah” da Ilha do Marduque confirma sua participação no Carnaval. Quanto a nudez ela não sabe se repetirá o mesmo estilo do carnaval passado.

1998- A LIESU reinicia a venda de cautelas, com o objetivo de arrecadar fundos para o Carnaval daquele ano e saldar a dívida num total de R$ 18 mil, afirma José Newton Gomes do Conselho Deliberativo da entidade.

1938- O cordão carnavalesco “Pierrots” realiza sessão de Assembléia Geral e reelege seu Presidente, Sr. Cristalino Jardim.

1961- O Prefeito Antonio Chiarello, pretende oficializar o Carnaval de Rua de Uruguaiana mas, advertia: “Não gastará um tostão com os festejos”. Houve apenas uma inovação: o carnaval voltará para a Av.Pres. Vargas, e não construirá no local o enorme tablado, como fizera na Bento Martins. Que o comércio deveria custear as despesas da festa.

PARTE II

3ª  Edição –  28 de janeiro de 2006- DANIEL FANTI Vice-presidente de Carnaval

 

CURIOSIDADES ESPARSAS

1928- A Intendência Municipal pela Lei nº 78, autoriza a despesa de três contos de réis para as festas carnavalescas, conforme a Lei Orgânica do Município. O documento era assinado por Franklin Fabrício, Sub-Intendente substituto e pelo Dr. Alberto de Lemos, Secretário do Município.

1940- Dr. Francisco Maria Piquet, Prefeito Municipal, autoriza ao Diretor do Tesouro a pagar a Comissão de Festas Públicas, a quantia de um conto de réis como auxílio aos festejos carnavalescos de rua de Uruguaiana.

1927- O Cel. João Baptista Arregui, Intendente Municipal, pela Lei nº 63, autoriza o governo do município a despender até a quantia de 2:500$00 réis, para as festas carnavalescas daquele ano. O documento era assinado também pelo Dr. Alberto de Lemos, Secretário do Município.

1941- Dr. Francisco Maria Piquet, Prefeito Municipal, autoriza uma contribuição de um conto de réis, para ser distribuído em partes iguais entre os clubes carnavalescos, Sr. Raphael de Souza Guez, era o Diretor do Tesouro.

1981- Cláudio Piegas, presidente do Bloco “Rainha Letícia” comemora com os integrantes mais uma vitória no carnaval, depois de sete anos vencedor. Queixava-se do jornal Correio de Notícias, que fez ao bloco severas críticas e que acusava a Comissão Julgadora de total incompetência.

1982- A Gráfica Comercial imprime o Cartaz do Carnaval de 1982, na concepção do desenhista Jorge Antonio Muniz, numa edição de 500 exemplares.

1981- Comenta o jornal “Folha da Fronteira” que os Rouxinóis escola presidida por Palmor Franklin do Prado Neto, entrou em crise, dando chances para as demais escolas. Que os presidentes de honra, Magda e Severo Luzardo, não perdoariam a  ausência de sua escola no Carnaval de 1982.

1998- João Carlos Ritter, presidente da LIESU pela licença de Milton lemos, confirma que o carnaval será montado na Av. Flores da Cunha, nos mesmos moldes dos carnavais anteriores, abrangendo quatro quadras a partir da rua Prado Lima até a rua Dr. Maia, num total de 520 metros.

1998- Este carnaval esteve em vias de não se realizar, depois de um acerto entre a Prefeitura e a LIESU, havendo uma estimativa de 30 mil espectadores para assistir a festa.

1998- A Escola de Samba Unidos da Ilha do Marduque, lança seu enredo “O que há com o Oryza Sativa “ fazendo uma homenagem aos arrozeiros, contando a história da orizicultura.

1985- Unidos da Cova da Onça faz um grande desfile e se consagra a campeã, intensificando a grande festa popular.

1983- A Unidos da Ilha do Marduque é a grande destaque das escolas do grupo 2, contando no seu enredo o porquê do nome Marduque, começando aí, sua ascensão para o 1º grupo, onde  vem se destacando.

1987- “Quatro Dias de Caviar “ destaca a Unidos da Cova da Onça como a grande Campeã daquele ano, mostrando uma explosão de rara beleza na última noite.

1946- Dia 23 de Fevereiro – Sábado- Baile à Fantasia no Clube Comercial com a coroação da rainha Srta. Sarita Velo e a inauguração do busto em bronze de Luiz Bettinelli, fundador do clube.

1980- Ubirajara Saldanha, presidente da Unidos do Uirapuru, que ficou em 3º lugar no carnaval anterior, promete melhor colocação para a verde-rosa no próximo evento popular.

1984- A imprensa reclama: “Todos os anos a COMCECAR destinava um camarote a cada veículo de comunicação. Consta que este ano será abolido, alegando o fim das mordomias. E diziam: “É uma maneira de ver as coisas, mas certamente a imprensa também poderia  passar a cobrar pela imensa cobertura que dão gratuitamente ao carnaval. O espaço em rádio, televisão e jornal, custa bem mais caro do que meia dúzia de camarotes.”

1984- Muita gente reclamando dos preços cobrados por algumas escolas de samba, pela mesas dos bares instalados na Pres. Vargas. “Só se for levar a mesa para casa na  Quarta-feira de cinzas.”…

1998- A Unidos da Ilha do Marduque, sem sede, utiliza as dependências da Associação dos Retalhistas para suas promoções.

1975- Pela Lei nº 1.284/75, a Escola de Samba Os Rouxinóis viaja para Porto Alegre, recebendo um financiamento da Secretaria de Turismo da PMU, no valor de 8.000,00 com a finalidade de divulgar o nosso carnaval.

1976- A empresa de Transportes Victor Razzera e Cia, Ltda, leva a Unidos da Cova da Onça a Paisandú, recebendo pela SETUR-PMU uma verba de 50%,no valor de 6.500,00.

1976- A SETUR paga frete de 5.500,00 a Escola de Samba Os Rouxinóis para levar instrumentos de bateria e fantasias à excursão fora do país, pelo Expresso Mercúrio.

1976- Despesas para a incrementar o carnaval de Uruguaiana oriunda da SETUR/PMU:

Troféus de premiação e gravação………………………………………………..  7.895,00

Patrocínio Guia Turístico Carnaval 1976……………………………………..  2.000,00

Ajuda de custo para a Unidos do Uirapurú…………………………………..   8.000,00

Ajuda de custo para a Unidos da Cova da Onça……………………………   8.000,00

Ajuda de custo para os Cadetes do Amor…………………………………….    8.000,00

1942- Pela Portaria nº 14, Luiz Nabor Piffero, Secretário Geral, respondendo pelo Prefeito, autoriza ao Diretor do Tesouro que pague a Srta. Tita Angladas, Rainha do Carnaval do Clube Comercial a quantia de 150,000 reís, a título de auxílio as festas carnavalescas do Clube.

1945- Pela Portaria nº 11, Dr. Bayard Lucas de Lima, Prefeito Municipal, determina ao Diretor do Tesouro que pague ao Sr. Ordalio Pereira , presidente da Sociedade Carnavalesca Cordão de Ouro, a quantia de 200.000 cruzeiros como contribuição às festividades do XX aniversário daquela entidade.

1912- Comentava o jornal A NAÇÃO de Uruguaiana: “Hontem a noute, o symphatico e tradicional Club Carnavalesco os Democráticos, effectuou uma passeata por algumas ruas da cidade, com o ruidoso “Zé Pereira”. Quinta-feira, o mesmo Club, incorporado ao da moda, fará uma visita ao benemérito sócio Francisco José Pereira.”

1997- A srta. Maria Cândida Sena Martins, representante do bloco “ Desperdício da Boca do Lixo”, de 18 anos, é a rainha eleita para o carnaval de 1997,em promoção da LIESU e da Secretaria de Turismo e Desportos.

1997- A menina Katiuska da Rosa Pires é a vencedora do Concurso Rainha mirim do Carnaval de Uruguaiana, representando o Bloco Boa Vista, tinha o título de Top Model do RGS de 1995.

1982- Dizia o jornal Correio de Notícias: “ Novamente Uruguaiana volta a viver a alegria do carnaval. Sábado no ginásio do Colégio Santana haverá o concurso Melhor Samba-Enredo, promovido pela Assessoria de  Turismo do Município. Havia otimismo do Assessor Edson Rebés, há poucos dias empossado no cargo.”

 

Uma resposta para “História do Carnaval de Uruguaiana”

  1. Quando li esta pesquisa, senti forte emoção de talvez encontrar fotografias e minha mãe que foi rainha e ou desfilou em carro alegórico em meados do ano de 1944 a 1948, ela era conhecida como BETA. Seu nome ELISABETH DOS SANTOS…ACHO QUE 1945- Pela Portaria nº 11, Dr. Bayard Lucas de Lima, Prefeito Municipal, determina ao Diretor do Tesouro que pague ao Sr. Ordalio Pereira , presidente da Sociedade Carnavalesca Cordão de Ouro, a quantia de 200.000 cruzeiros como contribuição às festividades do XX aniversário daquela entidade.Neste período minha mãe desfilou…Caso tenham alguma foto por gentileza entre emcontato com o meu e-mail:roseclerpereira@bol.com.br, seria uma enorme alegria, minha mãe está hoje com 88 anos de idade… obrigada

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