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SINOPSE DO ENREDO 2008 DA VALE SAMBA

 

“A Amazônia é uma torrente de segredo, e com certeza não cabe no resumo de um
enredo ou na melodia de um samba, porque a energia que dela emana, é o
supra sumo da calma,  que  irradia uma singeleza envolvente que
descamba rumo ao planeta água e deságua na vertente da
insônia que enxágua a natureza da alma da gente” !

 

1. Justificativa do Enredo

          A Vale Samba proporciona aos expectadores esse ano, dois fenômenos: o Carnaval e a Amazônia. O encontro se dá no leito encantado de um rio de sonhos com um mar de fantasia, que é a Avenida XV de Novembro.

          Despindo-se, com muita naturalidade, do seu orgulhoso azul e branco, a Vale Samba veste-se de verde para ser a protagonista das mais lindas e impressionantes imagens, desde o momento em que Curuanãs abrem passagem a alegórica Piracema, que é seguida por belíssimas Mães-D`água.

           Portanto, direto da Amazônia, com seus encantos e magias, mitos e lendas, a Vale Samba traz para o centro das atenções, a beleza do paraíso verde e, em seu nome, dá mais um grito de alerta em defesa do meio-ambiente.

            A opção da Vale Samba por um enredo que não é inédito; logo, bem mais difícil de ser trabalhado, tem a ver com o seu compromisso e preocupação com a qualidade do meio ambiente. Por isso, no chamado Ano do Planeta, a escola volta-se para à Amazônia, uma das mais importantes reservas ecológicas do mundo, e que é, constantemente, ameaçada por diferentes ações de degradação do meio ambiente.

          O desfile da Vale Samba, com base nesse enredo, vai mostrar um conjunto visual alegórico representativo da Amazônia, com o objetivo de projetar a beleza e a riqueza dessa região, representadas por suas fantasias e realidades, e despertar a todos para a preservação ambiental. 

           A Escola Vale Samba defende o progresso e a evolução, mas de forma sustentável e responsável, com respeito ao meio ambiente e a qualidade de vida.


2. Resumo do Enredo
 

            O Enredo da Vale Samba PELOS CAMINHOS DOS SERINGAIS A VALE SAMBA PERCORRE A AMAZÔNIA – PRESERVAR É PRECISO, é dividido em 4 partes:

             A primeira parte do enredo apresenta ao expectador um misto de mistérios e magias que povoavam a imaginação dos exploradores, com base nas lendas e mitos amazônicos, e cuja riqueza propalada estimulava os aventureiros a navegarem rumo ao Eldorado.  Explorando rituais, costumes, lendas e culturas indígenas, e misturando fantasia e realidade, o desfile da Vale Samba, na primeira parte, mostra um pouco do habitat dos povos da Amazônia;

             A segunda parte do enredo destaca a “descoberta” cobiçada pelos exploradores, que sempre sonharam com um Eldorado amazônico: local onde a riqueza era abundante, e onde existiria, inclusive, uma cidade feita de ouro, segundo lenda que era narrada pelos nativos, chamados pelos espanhóis de “filhos do sol”;

              A terceira parte do enredo destaca a exploração da grande floresta e a sua conseqüente “evolução”, baseada no aculturamento dos nativos, na extração da borracha, na exportação do látex e na disseminação de novas culturas, novos tipos de construção e outros conceitos de artes, como o teatro, por exemplo;

               A quarta parte do enredo é uma apoteose ecológica e festiva, destacando-se os Bois de Parintins, Garantido e Caprichoso, que juntos com a Vale Samba, fazem o show,  e o seringueiro Chico Mendes, que foi a voz do coração amazônico.  A leitura visual alegórica do final do desfile é um olhar simbólico e simultâneo para dois paraísos: o material, e real, representado pela floresta, pela qual Chico lutou e deu a vida; e o espiritual, representado por um céu imaginário, onde estaria um caboclo guardião alado, cercado por guerreiros celestiais.

                A Vale Samba, através de sua Comissão de Carnaval, deseja a todos, um grande espetáculo !

 Diretoria:                               

Presidente:                    Tecla Lehrer
Vice Presidente:            Orlando Fávero
Secretário:                    Cilon Carmargo Rodrigues 
Tesoureiro:                    Gilmar Bonamigo
Diretor de Harmonia:      Carlos Alberto de Pelegrin
Presidente Conselho:     Hermes Bersaghi
Carnavalesco:                Jorge Zamoner

                                      

3. Desenvolvimento do Desfile
 
Primeira Parte –  Ocara  (Terreiro da Oca)

          O início do desfile da Vale Samba propicia uma simbologia mitológica muito forte, aliada a realidade, que desperta a fantasia, baseada nas lendas, nos mitos e nos povos nativos da Amazônia, o que ajuda a se construir um harmonioso visual alegórico. Na primeira parte, o enredo “viaja” em rituais, costumes, lendas e culturas indígenas, misturando fantasia e realidade, sempre reforçando a temática preservação, com o objetivo de projetar o grande defensor da floresta: o seringueiro Chico Mendes, que é enaltecido no final do desfile. A escola esse ano optou em apresentar duas alegorias antes do primeiro grande carro que, tradicionalmente, é o abre-alas, o qual só aparecerá depois do Pede Passagem; da Coroa, símbolo da Vale Samba, e da Ala das Baianas.

 1. COMISSÃO DE FRENTE - CURUANÃS – GÊNIOS DAS ÁGUAS.  Fantasias: SUZANA PALUDO e IRIS PALUDO. Coreografia: MARLI BENSCHEIDT. Apoio: ARLI DA SILVA. Os CURUANÃS – OS GÊNIOS DAS ÁGUAS - são os protetores das águas da Amazônia, segundo a mitologia indígena.

2. Primeira Alegoria: PEDE PASSAGEM – PIRACEMA (A alegoria Pede Passagem PIRACEMA, alia uma representação do símbolo da escola à aspectos do enredo, que são os Peixes. Essa alegoria traz um dos destaques de luxo da escola: LUIZ DORINI, com a fantasia ENCANTO DAS ÁGUAS).

3. Segunda Alegoria: SIMBOLO DA ESCOLA – COROA (A segunda alegoria, Coroa-Símbolo da Vale Samba, traz o nome da escola e como destaque a sua Rainha ALINE DAMÁSIO). A Coordenação da Alegoria é de ANI SEVERO RODRIGUES e ELIANE BONAMIGO.

4. Primeira Ala – IARAS (A Ala das Baianas é uma alusão à mitologia indígena amazônica: As Iaras, ou Mães-d`Água, fazem parte das crenças dos povos da floresta. Coordenação: ANTÔNIO GAMA e IDENE BERSAGHI. Destaque das Baianas: OLÍVIA GARCIA SANTOS.

5.  PRIMEIRO CASAL DE MS/PB – SOL E LUA (O Primeiro Casal de MS/PB, formado por JÚLIO ALBERGUINI e FERNANDA ZAMONER. A Coordenação é de LARA DAL´ÓGLIO, e com fantasias confeccionadas por SANDRA ZAMONER. É a representação de dois elementos que são muito cultuados pelos indígenas: GUARACY e JACY – SOL E LUA)

6.  BATERIA – BARRÕES DA BORRACHA (Por razões técnicas da Avenida, e atendendo apelo da Liga, a Bateria posiciona-se fora do contexto do setor do enredo, no início e no fim do desfile).  A Bateria é dirigida por CÉSAR FARIAS, (Pupilo de Mestre Ciça, da Viradouro), que tem como Auxiliares ISAIAS ALVES e BRUNO ZANIN.  A Rainha é PITY RODRIGUES, com a fantasia O Vôo do Beija Flor. A Musa é SAMARA TELES, e a Madrinha é INGRID LIMA. O Presidente da Bateria é VILMAR BITTENCOURT.

7. Segunda Ala – FILHOS DO SOL.  (A segunda ala representa uma das primeiras tribos amazônicas que tiveram contatos com o branco estrangeiro. Por terem os corpos pintados de dourado, eram chamados de Filhos do Sol. A coordenação da Ala, que é formada por componentes de diversos Municípios, é de ALEXANDRE OLIVEIRA e NAIR OLIVEIRA).

8. Terceira Ala – FAUNA AMAZÔNICA (A terceira ala, Fauna Amazônica, que destaca Araras, Tucanos e Beija-Flores, é Coordenada por ANA CRISTINA, ALESSANDRO DE OLIVEIRA e NELSI PESSOA DA SILVA).  

9. Terceira Alegoria: OCARA (A terceira alegoria, uma composição dupla, é a OCARA, que em tupi significa Terreiro da Oca. Nessa alegoria está a representação visual de diferentes aspectos que fazem parte do contexto amazônico. A coordenação é de WAGNER  OLIVEIRA, THIAGO QUIÓCA e GISA BEHRENS. Os destaques da alegoria são TEREZINHA FUGANTI, com a fantasia MANOA; e MARIA CRISTINA, com a fantasia NATIVA). Destaques Show: PRISCILA BONAMIGO e JÚLIA BONAMIGO. Complementos: JANAÍNA SOUTIER e ANA LEE PASQUALI. 

10. Quarta Ala – PASSISTAS (A quarta ala, BELEZA SELVAGEM, é coordenada por GLAUCIMÉRI SANTOS e KATIANA ANTUNES, e representa as mulheres nativas. Destaques da Ala ANDERSON TAVARES e  FRANCIELLE STALBAN).

11.  Quinta Ala – ESPÍRITOS DA MATA (A quinta ala da Vale Samba, ESPÍRITOS DA MATA, são seres mitológicos indígenas, protetores da floresta. A coordenação da Ala é de JOCELI SANTOS, FÁBIO LAZZARINI e EDNA FAGNELO. A coreografia da ala é de PAULA KAIZE SANTOS).

12. Sexta Ala – GUERREIRAS AMAZONAS (A sexta ala, Guerreiras Amazonas, coordenada por OLADIMIR RESE, é do Município de Ipira. A Ala é alusiva à lenda das guerreiras indígenas que lutaram ferozmente contra os espanhóis).

13.  Segundo Casal de MS/PB – CURUMIM e CUNHATÃ (menino e menina, em Tupi). VILSON FELIPE NICHELLI e LEANDRA OLIVÉRIO. Coordenação: MÁRIO LIMA e LUIZ FERNANDO).

14. Sétima Ala – AMBIÇÃO ESPANHOLA (A sexta ala, Ambição Espanhola, coordenada por ORLANDO FÁVERO e ANA FÁVERO, é do Município de Luzerna, e representa a chegada dos exploradores espanhóis à Amazônia).

Segunda-Parte: A Lenda do Eldorado (Manôa Encantada)

          A segunda parte do enredo dá ênfase para o Eldorado que os espanhóis esperavam encontrar na Amazônia: uma cidade que seria coberta de ouro e outras pedras preciosas. A cidade de ouro (Manôa) era só um sonho, mas os exploradores se viram diante de uma riqueza ainda maior, representada pela fauna e flora exuberantes.

                       A representação visual principal dessa parte do enredo é o carro A Lenda do Eldorado, uma leitura alegórica dos imaginários lendários que por muitos anos acalentaram os sonhos de aventureiros e exploradores.

 15. Quarta Alegoria: A LENDA DO ELDORADO (A quarta alegoria, a Lenda do Eldorado, coordenada por TÊRE TELES e EZEQUIEL MACHADO, é a representação alegórica da visão imaginária que os espanhóis tinham a respeito da Amazônia. Em busca de riquezas, os exploradores pensavam que encontrariam uma cidade coberta de ouro, com base nas lendas indígenas. A representação visual do carro alegórico apega-se às Cornucópias, que na mitologia jorra moedas, simbolizando a fartura, a abundância, e a riqueza advinda desse paraíso sonhado.

                                 Os destaques do carro são:

    EZEQUIEL MACHADO, com a fantasia ORELLANO, e  TÊRE TELES,
    com a fantasia RIQUEZA NATURAL). Na frente da alegoria, como
    Destaque de Chão, o  transformista RICHARD, com a fantasia VISÃO
    PRATEADA.

16. Oitava Ala – CABOCLO SERINGUEIRO (A oitava ala, Caboclo Seringueiro, coordenada por ANGÊLA MAURER, é do Município de Rio das Antas, e representa a extração do látex pelos trabalhadores nordestinos nos seringais da Amazônia).

17. Nona Ala – DOR E DESTRUIÇÃO (A nona ala, Dor e Destruição, representa o sofrimento dos nativos com a chegada do branco. Essa ala também é do Município de Rio das Antas, e coordenada por ÂNGELA MAURER).   

18.  Quinta Alegoria: PARAÍSO ASSOMBRADO (A quinta alegoria representa o grito desesperado dos nativos pela agressão e destruição do meio ambiente. A Destaque da alegoria é TECLA LEHRER, Presidente da Escola).

19. Décima Ala – BAILE DE MÁSCARAS (A décima ala, Baile de Máscaras, coordenada por OLADIMIR RESE, é do Município de Ipira. A ala representa a nobreza que se instalou na Amazônia, após a descoberta).

20. Décima Primeira Ala – ESPETÁCULO NA FLORESTA (A décima primeira ala, Espetáculo na Floresta, é do Município de Concórdia, sob a coordenação da coreógrafa NÁDIA ZOLET, da Academia de Dança Malhação).  

21. Décima Segunda Ala – ÓPERA AMAZÔNICA (A décima segunda ala, Ópera Amazônica, e representa os tempos de glória dos teatros da Amazônia, como o Teatro da Paz em Belém, e o Teatro da Amazônia, em Manaus. A Ala, que é da Vila Pedrini, é coordenada por IVANIR BOGO, SIMONE FAVRETO, ENOI DE OLIVEIRA, RODRIGO CECONELLO, LUIZ CARLOS, JOSÉ TOPAROSKI).

22. Terceiro Casal de MS/PB –  ESPETÁCULO EM AZUL E BRANCO (IGOR DO ESPÍRITO SANTO DA CRUZ e FABIANA LUVOZON). Coordenação: NÍSIA LIMA e BRUNO ANTUNES.                                    

 Terceira Parte –  Teatro da Floresta

          A terceira parte do enredo trabalha com uma representação simbólica que resume a “descoberta”, a exploração, e a “evolução” da Amazônia, numa alusão aos exploradores (espanhóis, principalmente), aos colonizadores (caboclos seringueiros, de vários Estados nordestinos), a extração da borracha; e a “modernidade”, com base na nova cultura trazida pelos exploradores e colonizadores.  

          A “evolução” da Amazônia é retratada, simbolicamente, por novas culturas, (a arquitetura, o teatro, a dança, e a música); pelo avanço do progresso; e pela exportação e industrialização, com destaque para o ciclo da borracha, a colonização, o comércio, a luta dos seringueiros, e a exploração.

          O visual representativo da terceira parte do desfile centra-se na alegoria Teatro da Floresta, representando a arquitetura e a arte, simbolizadas no carro por uma pintura que existe no teto do Teatro da Paz, no qual encontra-se Apolo, o Deus das Artes, e  a Biga romana, puxada por cavalos brancos.        

 23. Sexta Alegoria – TEATRO DA FLORESTA (A sexta alegoria, Teatro da Floresta tem a coordenação e a coreografia de DANIELA VIECELLI e JUNGLAN SEVERO, e tem como destaque KARINA BELLOTO, com a fantasia ESPETÁCULO. A alegoria representa os novos tempos da floresta, já que a construção do Teatro da Paz em Belém foi um marco artístico e arquitetônico na Amazônia, no estilo grego-romana. O carro, um misto de teatro e floresta, reproduz a principal pintura do teto do Teatro, que é a Biga romana e Apolo. Integrantes do Grupo de Teatro TOCA fazem uma  representação teatral, representando a música, a dança e as artes cênicas.    

 Desenvolvimento do Enredo 

 24. Décima Terceira Ala – CONCORRÊNCIA ASIÁTICA (A décima terceira ala, Concorrência Asiática, é do Município de Capinzal, coordenada por FERNANDO ZALESK. A ala refere-se à concorrência sofrida pela Amazônia, a partir do contrabando das sementes de seringueiras pelos britânicos para o plantio em suas colônias na Ásia, principalmente na Malásia, hoje a maior produtora de borracha do mundo).

25. Décima Quarta Ala – COURO VEGETAL (A décima quarta ala é Couro Vegetal. Essa Ala é também do Município de Capinzal, coordenada por VALMIR ANTÔNIO, e destaca a industrialização do látex, que hoje está presente em diferentes produtos da moderna tecnologia).

26. Décima Quinta Ala – GARANTINDO E CAPRICHANDO (A décima quinta ala, Garantindo e Caprichando é alusiva ao Festival de Parintins. A Ala é do Município de Concórdia e tem a coordenação de DOLI BAPTISTA. Integram à Ala, as alegorias em Movimento BOIS DE PARINTINS, que fazem evoluções coreográficas alusivas à festa do Boi Bumbá, com destaque para os bois Caprichoso e Garantido).

27. Décima Sexta Ala – SANTUÁRIO VERDE (A décima sexta ala, Santuário Verde, coordenada pela PRETA, é do Município de Zortéa. A fantasia da Ala dá ênfase para a Vitória-Régia, a maior flor aquática do mundo).                 

 

                             Quarta Parte –  Paraíso Amazônico

          O enredo da Vale Samba, na quarta e última parte, entre festa e reflexão, faz alusões à luta pela preservação do paraíso verde, e destaca Chico Mendes, o seringueiro que criou uma nova consciência na floresta e hoje é mito e ícone da ecologia. Entremeado por realidades e fantasias, a parte final do desfile “desenha” algumas figuras de linguagens afins ao tema, e oportuniza que se tenha um rico visual que reforça o aspecto festivo dos Bois de Parentins, que hoje é um festival folclórico conhecido em todo o mundo.

 

         A concepção do desfile, neste setor, com suas fantasias e alegorias, é estimular o natural, chamar a atenção para a preservação, e exaltar que a luta de Chico Mendes não foi em vão e que sua voz, em defesa da floresta, não deve se calar, e sim continuar a ecoar no mundo, fazendo-nos respirar com alívio.

 Desenvolvimento do Enredo 

           A representação visual alegórica do desfile é Paraíso Amazônico, que baseada em suas alas e alegorias projeta um imaginário que leva ao expectador a enxergar um paraíso ecológico, onde se encontra um caboclo guardião, representado pelo mito que é Chico Mendes, que morreu em defesa da qualidade da floresta.

 28.  Décima Sétima Ala – ÁGUAS DO AMAZONAS (A décima sétima ala, coordenada por PAULA DOS SANTOS, refere-se ao principal rio da Amazônia: o Amazonas).

29. Sétima Alegoria: PARAÍSO AMAZÔNICO (A sétima e última alegoria, (Paraíso Amazônico), coordenada por CRISTINA VIECELLI E SANDRA ZAMONER, é uma apoteose ecológica. A alegoria, de forma subjetiva, mostra dois paraísos, e projeta a imagem do grande guardião da floresta: o seringueiro e ecologista Chico Mendes, morto em defesa da mata. A leitura visual alegórica do final do desfile é um olhar simbólico e simultâneo para dois paraísos: o material, e real, representado pela floresta, pela qual Chico lutou e deu a vida; e o espiritual, representado por um céu imaginário, onde estaria um caboclo guardião alado, cercado por guerreiros celestiais. A coreografia dos integrantes do carro é de NÁDIA ZOLETT, da Academia Malhação, de Concórdia, e os destaques são ALEXANDRA ERHLET, com a fantasia BELEZA NATURAL, ADENIR POHL, com a fantasia PRESEVAÇÃO, DOLI BAPTISTA, com a fantasia CELESTIAL  e CLÁUDIA BERSAGHI, com a fantasia NATUREZA) e ANTÔNIO PIZAMIGLIO NETO, com a fantasia 

30. Bateria (A Bateria deixa o Recuou, entrando para a Avenida para encerrar o desfile da escola)

F I M       

 

Amazônia ! As suas veias são sendas de cadeias de fendas ancestrais, 
mananciais infinitos de oferendas de lendas e mitos, nas teias
das aldeias  emergentes; como tendas de legendas de
 conflitos e contendas permanentes de aflitos”    

(João Paulo, jornalista)