2008 – Acadêmicos da Santa Cruz – SJC – Sinopse

Publicado por Rota do Samba em

Grêmio Recreativo e Cultural Escola de Samba

Acadêmicos da Santa Cruz

Fundada em 21/10/2000 –  São José dos Campos – SP

Carnaval 2008

ENREDO: VEM PROVAR MEU CHOCOLATE! A DOCE HISTÓRIA DO ALIMENTO DOS DEUSES

Apresentação

O Grêmio Recreativo Cultural Escola de Samba Acadêmicos da Santa Cruz tem o prazer de apresentar o seu enredo para o carnaval de 2008, com o título “Vem provar meu chocolate! A doce história do alimento dos Deuses”.

Vamos fazer uma maravilhosa e doce viagem por alguns continentes e exóticos países, pioneiros na descoberta deste alimento apreciado e degustado nos quatro cantos do planeta, um alimento popular tão saboroso e delicioso que pobres e ricos, crianças, adultos e idosos, não conseguem escapar à sua sedução.

Iniciaremos a nossa viagem pelo México, faremos uma passagem pela Espanha, França e Suíça; um dos mais tradicionais produtores do chocolate. Finalmente, voltaremos para o nosso Brasil, que também tem tradição no cultivo e produção deste delicioso alimento.

É com esta delícia de tema que a “vermelho e branco” da Santa Cruz quer lambuzar você de alegria e traz para a avenida uma profusão de sabores, odores e amores!

 

OS AMORES DO CHOCOLATEFELIZ CARNAVAL!

ENREDO

1 – A ORIGEM

Delicioso: esta é a melhor palavra para definir o gostinho do chocolate, não é mesmo? E para explicar como essa gostosura surgiu, existe uma lenda bastante mágica.

A lenda conta que o chocolate é tão especial porque a árvore do cacau, fruto com o que é feito o chocolate, veio do mundo os deuses.

Um belo dia, o Deus asteca Quetzacoatl, senhor da Lua prateada e dos ventos gelados, querendo dar aos mortais algo que os enchesse de energia e prazer, foi aos campos luminosos do Reino dos Filhos do Sol para de lá roubar as sementes de uma árvore sagrada e deu-as de presente aos homens. E foi por isso que os cacaueiros surgiram onde vivia o povo asteca, onde hoje fica o México.

Bem, aqui no mundo real, a primeira coisa que os astecas fizeram com o cacau não foi o chocolate como a gente conhece e, sim, uma bebida que só era servida em ocasiões muito especiais.

O nome dessa bebida era “tchocolatl” que é bem parecido com a palavra “chocolate”, usada atualmente, e tinha tanta importância entre esses povos, pois se acreditava que, além de possuir poderes afrodisíacos, ela dava força e vigor àqueles que a bebiam. A bebida só era consumida por reis, nobres e guerreiros e só podia ser tomada em taças de ouro!!!

O engraçado é que a bebida era amarga, pois não havia o açúcar e, mesmo assim, todo mundo queria um pouquinho. Só para você ter uma idéia, naquela época, o poderoso e último imperador asteca Montezuma II era o fã número um da bebida. Dizem que ele chegava a beber até 50 taças da bebida por dia!

Os índios astecas, povo místico e religioso, também festejavam as colheitas com muitas festas e que incluíam rituais cruéis de sacrifícios humanos. Para completar a cena, que mais parece ter saído de um filme de horror, eles ainda ofereciam às vítimas taças de tchocolatl.

E foi essa bebida que, em 1519, Montezuma II ofereceu ao conquistador espanhol Hernan Cortez, confundindo-o com um deus pelas roupas que usava e por ter chegado por mar do lado de onde nasce o sol e por vir montado num cavalo. É que, segundo o calendário asteca, aquele era justamente o ano em o deus Quetzacoatl havia prometido voltar. Você já deve ter imaginado a confusão: Montezuma II pensou que Cortez fosse a reencarnação de Quetzacoatl.

E o explorador espanhol, apesar de não ter gostado muito da bebida, logo percebeu que as sementes de cacau valiam ouro. De verdade! Enquanto os grãos de cacau eram uma espécie de moeda local, o ouro não era um metal valorizado pelos astecas. Cortez observou que aquele povo tratava as amêndoas de cacau como um tesouro inestimável, o que aumentou ainda mais sua admiração pela nova descoberta.

Numa carta ao rei da Espanha, Cortez disse que, devido às propriedades daquele líquido amargo, os guerreiros caminhavam durante um dia inteiro sem necessidade de mais alimentos.

Imediatamente, Cortez levou o cacau para a Espanha, onde a bebida era preparada, incluindo adoçante e posteriormente aquecida. Sua formula foi mantida em segredo por anos e era apreciado pela nobreza européia, porém com ressalvas, pois era considerada uma bebida rústica e “bárbara”. Em meados do século XVII a bebida chocolate ganhou fama e popularidade na França, onde em 1615 a rainha francesa mandou aprimorar o seu fabrico e a sua transformação em pasta e barra.

A partir de 1850, os suíços desenvolveram um processo que refinaria ainda mais o chocolate, o processo de revolvimento em que a massa de sementes de cacau passa por muitas horas entre rolos cilíndricos de porcelana, produzindo um chocolate sedoso que simplesmente derrete na boca.

2 – O CACAU E O CHOCOLATE NO BRASIL

Alguns historiadores acreditam que em 1746 foi a primeira tentativa de implantar a cultura cacaueira na Bahia. Neste ano um colono francês trouxe sementes do Pará e plantou-as na capitania de São Jorge de Ilhéus, hoje município de Canavieiras. As condições climáticas e a topografia do solo baiano eram propícias a cultura do cacau e por esta razão a região de Ilhéus acabou se tornando uma das principais produtoras do mundo.

Apesar de ser o quinto maior produtor de chocolate do mundo, a indústria cacaueira no Brasil ainda funciona de forma empírica, manual e sem tecnologia de ponta.

Grandes indústrias instalaram-se no Brasil, dedicadas quase que exclusivamente a produção do chocolate.

3 – CURIOSIDADES

O chocolate é um alimento popular que tem conhecido diversas formas de apresentação. Pode ser bebido (chocolate em pó) com leite, ou em tabletes.

O chocolate é um alimento muito nutritivo. Estudos recentes sugerem a possibilidade de o consumo de chocolate trazer benefícios para a saúde humana nos seguintes aspectos:

–          Energiza

–          Ameniza a TPM

–          Previne o mau colesterol

–          Previne doenças e envelhecimento precoce

O chocolate tem, também, o seu lado sedutor. Qual o namorado apaixonado, que nunca presenteou a sua amada com uma caixa de bombons? Pela sua textura sedosa e aveludada o chocolate ativa a libido.

Cientistas garantem que o chocolate favorece a produção de endorfinas – narcóticos naturais do organismo – porém isso não autoriza a considerá-lo afrodisíaco, mas quem consome chocolate acredita que, de alguma forma, ele estimula os sentidos.

O desejo de comer chocolate é diferente daquele de comer geléia, pudim, goiabada, gelatina ou qualquer fruta. Quando o corpo descobre que existe o chocolate, que ao mesmo tempo em que dá energia, relaxa as tensões, passa a pedir este alimento, muitas vezes de forma imperativa, fazendo o desejo vencer a razão. Este sinal delata o chocólatra. Dizem que o chocolate vicia devido a um dos seus componentes básicos, o aminoácido feniletilamina, precursor da serotonina, substancia que nosso corpo fabrica em situações de felicidade.

A mulata brasileira, símbolo máximo da sensualidade, tem na sua cor o tom amarronzado e aveludado do chocolate, um nuance carregada de erotismo e sedução.

Nos dias de hoje o chocolate possui uma característica interessante servindo como um substituto à linguagem no relacionamento humano, estabelecendo relação de comunicação de laços de amizades, solidariedade e amor.

Dar uma caixa de bombons pode significar: “Feliz Aniversário”, “Boa Viagem”, “Obrigado”, “Desculpe-me”, “Saúde” ou “Estou Apaixonado Por Você”. Trata-se de um presente difundido no Dia dos Namorados, Dia das Mães, Dia dos Pais e outros.

Quantas receitas são preparadas com ele: bolo, mousse, bala, brigadeiro, pudim, torta, sorvete, pão-de-mel, etc. É para se lambuzar com tantas delícias!

Mais é justamente na Páscoa, a maior e mais importante festa da cristandade onde é celebrada a ressurreição de Cristo, que a produção de chocolate no Brasil praticamente dobra, com a fabricação de ovos de Páscoa de todos os tipos e tamanhos já que se associou a tradição do coelho de Páscoa aos ovos de chocolate.


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