Vitrine do samba

Guaratinguetá: À somba do passado


Publicado em 2 maio 2013

À SOMBRA DO PASSADO

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            Tenho acompanhado com certa preocupação o noticiário que envolve o Carnaval de Guaratinguetá. Ou o pouco que se fala sobre ele e seu futuro. Para falar a verdade, tenho visto poucas manifestações a respeito do assunto. E isso me preocupa, até porque já é decorrido quase meio ano desde que a nova administração municipal assumiu o comando da cidade e até agora a “coisa não andou”.

Vejam. A mobilização em torno do tema tem envolvido, em tese, apenas alguns sambistas e dirigentes, que a meu ver, não soma um grande contingente de interessados na solução do problema.  Outro detalhe é a que a fala dos que levantam a voz para a questão tem sido de desconfiança e reserva para com o rumo do nosso Carnaval. Parece que a maioria está na defensiva, principalmente o poder público, que até então nem sequer criou a Comissão de Carnaval, anunciada no início do ano e tida como uma das saídas para a crise carnavalesca guaratinguetaense.

 Em meio a isso, temos a nova diretoria da OESG, eleita e empossada recentemente, que me parece ser o alvo maior das críticas que tenho observado. Juntando todos estes ingredientes e os colocando na fervura, o que como se tem como resultado é uma tremenda mistura de incógnitas e dúvidas. Onde está a solução? Nas agremiações? Com os dirigentes? Ainda não sei…

 Certo é que tivemos no passado grandes nomes comandando a festa, tanto nas Escolas de Samba quanto no poder público. Hoje tudo está mudado. Estas pessoas não existem mais. Porém, a principal mudança aconteceu justamente no próprio Carnaval, que cresceu e se modificou na sua essência e estrutura, criando valores diferentes, numa época notoriamente diferente daquela fase romântica do reinado de Momo.

O que precisa ser feito deve sê-lo imediatamente, sob pena de encerrarmos de vez o ciclo do carnaval de rua em nossa cidade. Já passou da hora. E a responsabilidade é de todos, incluindo sambistas, dirigentes e poder público. Até porque o Carnaval deve ser visto em primeiro lugar como bem cultural e não como um simples produto comercial. É responsabilidade de todos, e não uma iniciativa isolada.

Em memória e respeito aos grandes sambistas e dirigentes que fizeram a história do nosso Carnaval, está na hora de agir. Mais prática e menos teoria. O que precisava ser discutido já foi.

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Mário Santos – jornalista                           e-mail: mariosantos @mail.com

Uma resposta para “Guaratinguetá: À somba do passado”

  1. ALMIR SANTOS DE MOURA disse:

    Prezado jornalista,muito oportuno seu parecer sobre o assunto (carnaval de Guará),falta atitude e vontade dos organizadores.Sou do tempo em que o carnaval de Guará,éra motivo de orgulho da cidade,vamos agir OESG,em memória de Sergipe,Zé Renato,Pirulito,entre outros.Saudações.

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