Darlan Alves comemora 11 anos como voz oficial da Rosas de Ouro com festa no próximo sábado (21/11)

Publicado por Rota do Samba em

Darlan Alves comemora 11 anos como voz oficial da Rosas de Ouro com festa no próximo sábado (21/11)

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Pela primeira vez, um intérprete do Carnaval de São Paulo realizará uma grande festa para sambistas e público geral em comemoração de mais de uma década cantando os sambas de enredo da tradicional agremiação da Freguesia do Ó. Entre as atrações estão as baterias das coirmãs paulistanas Águia de Ouro, Tom Maior, Vila Maria e a carioca Imperatriz Leopoldinense. O grupo Samba 90, idealizado por Darlan há três anos, que resgata sucessos do samba e pagode dos anos 90, também será um dos destaques da noite.

 O evento mais esperado entre os apaixonados do carnaval, acontecerá neste sábado, dia 21 de novembro, a partir das 21h, na quadra social da Rosas de Ouro, à rua Coronel Euclides Machado, 1.066. As entradas estão à venda na secretaria, das 9h às 19h e os valores são: R$10 com carteirinha da Rosas de Ouro, R$20 sem carteirinha. Quem quiser camarote pode comprar a pulseira (antecipado ou na hora) na secretaria por mais R$20. Camarotes fechados para dez pessoas sai a R$800 e ganha um combo com vodka ou whisky e energéticos.

Há 11 anos, a Sociedade Rosas de Ouro é apresentada antes de seus desfiles na passarela do Anhembi com um dos gritos de guerra mais charmosos do Carnaval de São Paulo: “Alô Rosas de Ouro! É hora do show! Vamos lá gente…”, marca registrada do músico, compositor e intérprete, Darlan Alves. Essa data é muito especial na carreira do cantor e merecia uma comemoração em grande estilo. Daí, surgiu a ideia de realizar o evento junto a comunidade da Roseira e amigos que acompanham a história de 28 anos de Darlan no Carnaval paulistano. “Será uma noite de reencontros e de muita emoção para mim e pra todos que fizeram parte em algum momento da minha vida profissional e que ajudaram a consolidar a minha história”, declara Darlan.

A festa contará com a participação da Bateria com Identidade, da Rosas de Ouro e das coirmãs Águia de Ouro, Unidos de Vila Maria, Tom Maior e Bonecos Cobiçados da cidade de Guaratinguetá, escolas por onde Darlan atuou como ritmista, compositor, integrante do time de canto e, depois, como voz oficial.

É a primeira vez que um intérprete faz um evento como este em comemoração aos anos de dedicação, muito trabalho e carreira consolidada dentro de uma agremiação. “Quero rever todos meus amigos e estou cuidando de cada detalhe para que seja uma noite inesquecível. Quem sabe a minha festa entrará para o calendário do Carnaval?”, brinca.

Especialmente no caso de Darlan, sua atuação na Rosas de Ouro vai além das atividades de intérprete. Ele já foi autor do enredo “O Reino do Justus”, em 2012, e assinou, junto com o carnavalesco Jorge Freitas e, na época seu assistente, Murilo Lobo, os enredos: “Condutores da Alegria”, em 2013, “Inesquecível”, em 2014, todos vice-campeões e, neste ano, o tema “Depois da Tempestade, o Encanto”, que conquistou o terceiro lugar.

Para a presidente Angelina Basílio, essa festa será um marco para os diretores e componentes da Roseira. “Estamos com muita expectativa. Darlan faz parte da nossa família. Respeitamos sua história em outras agremiações, mas foi aqui que terminamos de criá-lo”, brinca Angelina. “Tenho certeza que sua festa será um sucesso”, completa. Estão previstas homenagens e surpresas durante toda a noite.

Rosas de Ouro

Contratado para assumir o carnaval de 2005 “Mar de Rosas”, Darlan ganhou a admiração e simpatia dos componentes e diretoria por sua humildade e profissionalismo alcançando a excelência na execução das obras durante os ensaios de quadra.

Por conta de uma mudança de regulamento da Liga das Escolas de Samba, não pode cantar na avenida. Sua grande estreia levando a nação Azul e Rosa no sambódromo ficou para o ano seguinte, em 2006, na “Diáspora Africana”, que conquistou o 5° lugar.

Foi a frente da Rosas de Ouro que Darlan tornou-se campeão do Carnaval paulistano, em 2010, com o enredo “Cacau é Show”. Também conquistou o prêmio de sua carreira como “Melhor Ala Musical – edição 2014 – do site SRZD, com a interpretação do “Inesquecível”.

Entre outros momentos marcantes da história do cantor, estão as suas largadas (discurso motivacional) nos desfiles oficiais sempre transmitindo aos componentes muita emoção, energia positiva, garra e coragem. “Esse é o momento de maior emoção para toda a escola e a responsabilidade da minha fala é gigantesca. Como é impossível controlar tanta emoção, acabo falando direto com o coração para tocar o componente”, explica.

De todos esses anos, três largadas foram inesquecíveis para o cantor. Em 2010, transmitiu aos componentes a confiança e a certeza de que a escola seria campeã e que ninguém tiraria esse campeonato da Roseira. Como uma premonição, a agremiação venceu após um jejum de 16 anos.

Outra largada mágica foi em 2012, em que ele e o carnavalesco Jorge Freitas, não contiveram a emoção e ambos caíram no choro. “Não conseguíamos nos controlar. Estávamos eufóricos”, relembra.

E, em 2013, Darlan fez um dos discursos mais emblemáticos até mesmo para o Carnaval paulistano, quando dedicou o desfile aos jovens que morreram no incêndio na Boate Kiss, em Santa Maria, interior do Rio Grande do Sul. Foi tão tocante seu gesto em relembrar a dor das famílias e homenagear as vítimas que Darlan foi destaque em vários jornais, sites e TV.

Mas foi em 2014 que viveu a maior emoção da sua vida. A pedido de Jorge Freitas, compôs uma canção inédita para a festa de lançamento do enredo “Depois da Tempestade, o Encanto”. Durante as gravações de “Um Laço de Amor”, que contou com a participação das crianças da escola, Darlan experimentou uma nova sensação, que até então não tinha imaginado viver. Pela primeira vez cantou ao lado do seu filho Gabriel Ober, de 9 anos. O primogênito de 21 anos, Matheus Darlen, já trilha os passos do pai e se apresenta no samba e pagode da noite paulistana. Darlan ainda tem a caçula, Maria Giulia, de 4 anos, que assim como seus irmãos, é homenageada no seu grito de guerra que inicia o desfile. “Dizer o nome dos meus filhos é uma forma de me conectar com eles e levá-los comigo na avenida”.

Trajetória

Até chegar ao posto de voz oficial de uma agremiação, Darlan foi ritimista, compositor e integrou time de canto. O ano de 2003 foi o divisor de águas na sua carreira quando ganhou o samba e assumiu oficialmente o carro de som da Tom Maior, no carnaval “Uma História Sem Fim… Pois o Mundo Não Se Acabou”, 4° lugar no Grupo de Acesso.

Em 2004, foi o cantor principal de duas agremiações: Tom Maior com o tema “Deus Ajuda Quem Cedo Madruga Nesta Cidade Que Nunca Para”, que levou o vice-campeonato do Acesso e Unidos de Vila Maria com “São Paulo No Coração do Brasil. Parabéns Para Você”, que conquistou a sexta posição.

O clã “Alves Carneiro” fez história no Carnaval paulistano e iniciou a trajetória de sucesso e vitórias na escola de samba da zona oeste da capital, Tom Maior. Ainda adolescentes, três dos oito irmãos, Bará, Oberdan e Darlan começaram como ritimistas da bateria e depois, já envolvidos em grupos de pagode e rodas de samba, arriscaram composições de samba-enredo. A partir daí, a parceria em família se tornou invencível e, só na Tom Maior, ganhou 18 concursos de samba enredo. Darlan coleciona mais de 30 composições vitoriosas em São Paulo e Rio de Janeiro com diferentes parcerias. Em 2011, conquistou o prêmio Samba Net de melhor samba-enredo pela carioca Tradição, com “Juazeiro do Norte, Terra de Oração e Trabalho. 100 Anos de Fé, Poder e Tradição”.

O litoral e interior de São Paulo também mantém a cultura de desfiles de escolas de samba. Em Santos, a Sangue Jovem, famosa escola que nasceu da torcida organizada do Santos, teve Darlan como voz oficial por oito anos (entre 2006 e 2014). Por dois anos seguidos, também esteve a frente dos carros de som da Bonecos Cobiçados, de Guaratinguetá e da Unidos da Vila Alemã (UVA), em Rio Claro.

Outros projetos
Samba 90

Há três anos, idealizado pelo músico, compositor e vocalista, o grupo foi o pioneiro no projeto de resgate dos sucessos do samba e pagode da década de 90. Darlan, que é especialista e apaixonado pela cultura dos anos 90, sempre relembrava esses sucessos em suas apresentações e participações especiais e sentia que as músicas ainda emocionavam muito o público. “A década de 90 foi a época de ouro das composições de samba e pagode. Despontaram grandes cantores, grupos e até casas de shows e bares temáticos que ainda hoje estão em evidência. O estilo predominou no cenário musical nesses anos e agora relembramos esses sucessos com muita alegria e orgulho”, conta.

O grupo, em seus shows, traz composições das bandas Exaltasamba, Negritude JR., Soweto, Katinguelê, SPC, entre outras tantas bandas que o público ainda é apaixonado. Com o slogan “Todos Fazem Parte dessa História”, em outras apresentações, o Samba 90 já recebeu grandes nomes da música, como: Jorge Aragão, Chrigor, Vavá, Salgadinho, Márcio Art, Fernanda Porto, o compositor Ademir Fogaça, Carica, Arlindo Cruz, entre outros. A banda se apresenta semanalmente no Vila Seu Justino, na Vila Madalena e no Tatu Bola, no Itaim.

Quesito Melodia

Formado pelo trio de intérpretes, Darlan, Douglinhas (Águia de Ouro) e Vaguinho (Independente), o grupo é referência para sambistas por tocar o ano inteiro clássicos e sambas de enredo de São Paulo e Rio de Janeiro suprindo a temporada sem os ensaios pré-Carnaval. Comemorando dez anos este ano, o grupo cultural se prepara para a gravação do DVD “Clube do Samba Enredo”, projeto que resgata obras inesquecíveis das escolas de samba de São Paulo e Rio de Janeiro.

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Lara Schulze – assessoria de imprensa


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